terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Marchando...
Já estamos há poucas horas do encerramento de 2008 - vinte horas e meia para ser mais exato. Há muito deixei de fazer planos e promessas durante o ano novo. Mesmo que sonhar e ter esperança seja algo vital em nossas vidas, a vida em si é algo muito frágil, muito estável. É difícil prever o que vai acontecer conosco no próximo minuto, o quanto dirá durante um ano inteiro.
Quanto as promessas, ressalvando as sempre honrosas exceções, já está mais do que sabido que elas não duram nem as primeiras 24 horas do ano novo. Descobri que quem quer fazer não fica prometendo, planejando e postergando, simplesmente faz o que deve ser feito e pronto! Sem vou fazer mais exercício, ler mais, estudar, ou seja lá o que for. Faça!
Descobri isso já há uns quatro anos. Um belo dia resolvi parar de fumar. Não fiz promessa para nenhum santo, nem para ninguém, Sem remédios, sem promessas, sem choro de despedida. Sabem como eu consegui? Simples assim: parei. Decidi e pronto. O resto foi fácil, bastou manter a decisão tomada.
Por isso que eu só tenho um plano para 2009: Viver. Um feliz ano novo para todos!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Uma triste visão da cidade
Eu amo minha cidade. Nenhuma novidade ou exclusividade no fato, entendo que são muitos os porto alegrenses - e até mesmo alguns não citadinos - que gostam da cidade. Começo declarando esse meu amor incondicional pela cidade para que não restem dúvidas diante do que vou escrever sobre ela.
Dizem que o amor nos faz tolerar muitos defeitos da coisa amada, chegando mesmo a até mesmo nos cegar, a nos retirar nossa capacidade de ver objetivamente e a capacidade de julgar com isenção qualquer coisa (ou pessoa). Acredito, mas no meu caso tal mágica não ocorre, ao menos em relação à cidade.
Eu vejo uma cidade abatida, abandonada, desrespeitada, maltratada. Não é um quadro bonito de se ver. Ruas sujas, aspecto visual desleixado, poluição visual abundante, calçadas invadidas por vendedores ambulantes que impedem o trottoir do povo no centro da capital. Uma quase ausência de policiamento preventivo, um quadro de abandono.
Muito disso é característica das nossas grandes cidades, muito é fruto de descaso, de má administração municipal.
Dizem que o amor nos faz tolerar muitos defeitos da coisa amada, chegando mesmo a até mesmo nos cegar, a nos retirar nossa capacidade de ver objetivamente e a capacidade de julgar com isenção qualquer coisa (ou pessoa). Acredito, mas no meu caso tal mágica não ocorre, ao menos em relação à cidade.
Eu vejo uma cidade abatida, abandonada, desrespeitada, maltratada. Não é um quadro bonito de se ver. Ruas sujas, aspecto visual desleixado, poluição visual abundante, calçadas invadidas por vendedores ambulantes que impedem o trottoir do povo no centro da capital. Uma quase ausência de policiamento preventivo, um quadro de abandono.
Muito disso é característica das nossas grandes cidades, muito é fruto de descaso, de má administração municipal.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
As cidades do futuro
Nossas cidades não representam nem palidamente o modelo daquilo que seja o urbanismo ou a vida em comunidade no mundo da atualidade. Engana-se quem pensa que as nossas casas fortificadas sejamo uma tendência dominante em outros países. Não são, elas representam e espelham o quadro de descaso com que é tratada a segurança pública nesse país. Depois da chamada "constituição cidadã de 1988", a cidadania desapareceu.
E desapareceu diante do enfraquecimento do aparato policial e do fortalecimento dos direitos e garantias aos marginais. Igualmente sumiu todo o policiamento preventivo, hoje não se encontram mais viaturas e policiais executando o policiamento, aquilo que chamamos de ronda. Sem a presença da autoridade, o que inibiria o cometimento de vários crimes, resta aos moradores aumentarem a segurança das moradias.
O que se vê hoje em dia são verdadeiras casas forticadas, com a utilização de grades, muros, portões, câmeras de segurança, cercas eletrificadas, cães de guarda, alarmes e, para quando tudo isso falhar, a contratação de um bom seguro e muita oração ao anjo da guarda e ao santo da devoção. E não existe outro remédio.
O impressionante é constatar a rapidez com que a segurança na cidade se deteriorou. Ainda lembro da época em que mudei para a casa onde me encontro até os dias de hoje, foi em 1982. Na época, acreditem, não haviam sequer muros separando os lotes. E todos podiam tranquilamente permanecer em suas casas, ir e vir em total segurança. E hoje?
E desapareceu diante do enfraquecimento do aparato policial e do fortalecimento dos direitos e garantias aos marginais. Igualmente sumiu todo o policiamento preventivo, hoje não se encontram mais viaturas e policiais executando o policiamento, aquilo que chamamos de ronda. Sem a presença da autoridade, o que inibiria o cometimento de vários crimes, resta aos moradores aumentarem a segurança das moradias.
O que se vê hoje em dia são verdadeiras casas forticadas, com a utilização de grades, muros, portões, câmeras de segurança, cercas eletrificadas, cães de guarda, alarmes e, para quando tudo isso falhar, a contratação de um bom seguro e muita oração ao anjo da guarda e ao santo da devoção. E não existe outro remédio.
O impressionante é constatar a rapidez com que a segurança na cidade se deteriorou. Ainda lembro da época em que mudei para a casa onde me encontro até os dias de hoje, foi em 1982. Na época, acreditem, não haviam sequer muros separando os lotes. E todos podiam tranquilamente permanecer em suas casas, ir e vir em total segurança. E hoje?
terça-feira, 30 de setembro de 2008
A cidade
A cidade amanheceu, bela. No som do sino na capela, no olhar atento do sentinela, no rosto do menino da flanela, no andar da moça, na requebradela, e até a senhora na janela, todos sorriram pois a vida é uma novela, e só é feliz quem se esquece das mazelas...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Restrições
Um estudo divulgado nos últimos dias informa que o homem tem restrições no seu ir e vir(?). Não li o estudo, mas fico imaginando se seria preciso gastar recursos num estudo para descobrir o que parece lógico: todos temos restrições na nossa liberdade de ir e vir.
Parece óbvio supor que as restrições sejam legais, econômicas e sociais (comportamentais). A própria rotina que a vida do dia-a-dia nos obriga, traça uma espécie de percurso obrigatório (tipo, da casa para o serviço e vice-versa).
Eu mesmo, gostaria de viajar para o Egito, Ilhas Gregas, Caribe, etc. Não vou, e não é que me falta vontade ou tempo, faltam-me recursos; e essa é a minha única restrição.
Parece óbvio supor que as restrições sejam legais, econômicas e sociais (comportamentais). A própria rotina que a vida do dia-a-dia nos obriga, traça uma espécie de percurso obrigatório (tipo, da casa para o serviço e vice-versa).
Eu mesmo, gostaria de viajar para o Egito, Ilhas Gregas, Caribe, etc. Não vou, e não é que me falta vontade ou tempo, faltam-me recursos; e essa é a minha única restrição.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Um rosto triste
Nossa Cidade Sorriso anda sem motivos pra sorrir. Os índices da violência urbana, o número de vítimas nas ruas (seja fruto da violência provocada pela massacre no trânsito, ou pelo cometimento de crime), aumenta sem respeitar limites. Enquanto isso, o estado se mantém omisso, incapaz de gerir, de administrar a coisa pública; O estado está falido.
A sociedade, que vive num país cuja carga tributária atinge os 40%, nem quer ouvir falar em novos tributos. Como sair dessa enrascada? Se o estado cobra muito caro por algo que não presta, como poderá aumentar a sua prestação sem mais cobrar?
Sem respostas para o dilema a população que não quer pagar mais, acaba pagando. E paga um preço imensurável, paga com o seu patrimônio ou com o que tem de mais valiso, paga com a vida nas nossas ruas. Como é possível sorrir desse modo?
A sociedade, que vive num país cuja carga tributária atinge os 40%, nem quer ouvir falar em novos tributos. Como sair dessa enrascada? Se o estado cobra muito caro por algo que não presta, como poderá aumentar a sua prestação sem mais cobrar?
Sem respostas para o dilema a população que não quer pagar mais, acaba pagando. E paga um preço imensurável, paga com o seu patrimônio ou com o que tem de mais valiso, paga com a vida nas nossas ruas. Como é possível sorrir desse modo?
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Meu Porto
Os portos são, normalmente, pontos de chegadas e de partidas. Meu Porto é diferente, é um ponto de estada. O tempo passa como um rio, navegando em direção ao futuro, e eu vou, aos poucos e sem sair do lugar, fluindo na sua onda.
Não sou um visitante aqui, criei raízes nesse solo que me acolhe, sou um barco ancorado a esse chão. Passam águas, passa o rio e eu permaneço.
Não sou um visitante aqui, criei raízes nesse solo que me acolhe, sou um barco ancorado a esse chão. Passam águas, passa o rio e eu permaneço.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Mar
Meu portinho é um canto
De (en)cantos, ruas, vielas
Que transportam sonhos
Quimeras, quiseras, um mar de ilusões...
De (en)cantos, ruas, vielas
Que transportam sonhos
Quimeras, quiseras, um mar de ilusões...
sábado, 5 de janeiro de 2008
Estereótipos
Estereótipo - do Gr. sterós, sólido + týpos, tipo. - s. m., obra estereotipada; impressão por estereotipia; fig., opinião preconcebida, difundida entre os elementos de uma coletividade; lugar-comum; chavão. (fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/).
Essa opinião preconcebida, chavão, é um proceder com o objetivo de reafirmar o que se espera de alguém, uma espécia de "overacting" na vida. um exagênero no proceder. Um dos mais constantes estereótipos atuais é o da mulher liberada, o da mulher que conquistou o seu lugar (merecido) na sociedade.
Não basta agir e viver de acordo com a nova realidade, é preciso reafirmar a cada gesto, a cada palavra essa sua nova condição, não de igualdade, mas de superiodade sobre o macho. O estereótipo da nova-mulher é descolado, desbocado, masculinizado. Há os que gostem, de minha parte...
Essa opinião preconcebida, chavão, é um proceder com o objetivo de reafirmar o que se espera de alguém, uma espécia de "overacting" na vida. um exagênero no proceder. Um dos mais constantes estereótipos atuais é o da mulher liberada, o da mulher que conquistou o seu lugar (merecido) na sociedade.
Não basta agir e viver de acordo com a nova realidade, é preciso reafirmar a cada gesto, a cada palavra essa sua nova condição, não de igualdade, mas de superiodade sobre o macho. O estereótipo da nova-mulher é descolado, desbocado, masculinizado. Há os que gostem, de minha parte...
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