Se sou um carrancudo, devo acrescentar teimosia a essa característica, ou covardia, porque nego, e nego peremptoriamente que eu seja, ou melhor, que me reconheça como alguém que sempre tenha sido um carrancudo. Culpo a vida que me transformou em um. Boa técnica, o jeito é culpar alguém, alguém qualquer um que transfira a responsabilidade. Nesse caso, a vida.
Não nasci um bebe carrancudo, como qualquer bebe eu também ri por qualquer e sem ter motivo, como é próprio dos bebes, da irresponsabilidade pueril dos bebes. Por que só eu seria diferente do resto? Eu fui mais um, assim como todos, comum, banal, nada especial, nem diferente, um bebe sorridente e contente.
Hoje sou um adulto, maduro, carrancudo, ou deveria dizer sizudo? Palavra mais leve para dizer a mesma coisa, isso, prefiro ser um senhor de idade sizudo. E moro nessa que todos reconhecem como "Cidade Sorriso". Desculpe-me a cidade, não a vejo contente, sorridente, Porto Alegre não é mais nem menos alegre do que a média restante das cidades. É comum, uma cidade apenas. Com um codinome que não lhe faz justiça. Segue.

Nenhum comentário:
Postar um comentário